Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Vereadores de PP reafirmam responsabilidade de sindicato

Rogério Mative

Em 17/02/2011 às 15:12

Clóvis de Lima:

(Foto: Arquivo)

A discussão sobre o reajuste aos servidores municipais de Presidente Prudente deve continuar. Vereadores da Câmara Municipal reafirmam que a responsabilidade pela não votação na última sessão do projeto da Prefeitura que prevê aumento de 6% é do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintrapp). Agora, caso não seja pedida a apreciação pelo Executivo, o projeto pode ser arquivado.

Outro ponto controverso é a afirmação da presidente da entidade, Ana Lúcia de Mattos Flores, dizendo que a fala utilizada na sessão de "15% ou nada" foi uma adaptação feita pelos vereadore em relação ao desejo dos servidores.

Na última terça-feira (15), em entrevista ao Portal, Ana Lúcia comentou sobre a fala de maior efeito durante o debate na Câmara Municipal, quando o vereador Clóvis Lima (PR) disse que o sindicato afirmava "15% ou nada", em relação à proposta de 6%, rejeitada pelo Sintrapp. "Não é uma fala nossa, mas realmente não queremos os 6% oferecidos. Nossa proposta é de 15% e ponto", esclareceu na ocasião.

Antes da leitura dos projetos em pauta, durante a sessão, dirigentes do sindicato estiveram reunidos com os vereadores para pedir o adiamento da votação do projeto. Clique aqui e ouça as falas dos vereadores.

"Foi ela [Ana Lúcia] que falou 15% ou nada. Uma fala infeliz. Nós fizemos o que o sindicato pediu. Ela foi bem clara ao dizer que não queria 6%. Ou era 15% ou nada", explica Clóvis Lima.

Lima reforça o posicionamento da Câmara sobre a votação do PL. "A responsabilidade é do sindicato. A Câmara não aprova aumento, quem aumenta salário é o Executivo. Foi uma infelicidade do sindicato esse posicionamento. Quem provocou essa situação foi o sindicato. Não sei como ficará a votação do projeto agora. Se o Executivo pedir uma sessão extraordinária, vamos acatar", adianta.

O vereador Douglas Kato (PV), que também participou de forma ativa durante a conversa com os servidores, mantém a linha do companheiro de legislativo. "A gente falou em nome da Câmara. O nosso posicionamento e preocupação era de garantir os 6%, mas o sindicato foi enfático na opinião. Eles enxergaram o reajuste como esmola", diz.

"Só existe a possibilidade desse projeto ser votado na próxima segunda-feira [dia 21] caso o Executivo entre com pedido de urgência. Se não, temos até o dia 14 de março. Passando essa data, já que o projeto está suspenso por tempo indeterminado, o mesmo pode ser arquivado", adianta Kato.

A presidente da Câmara Municipal, Alba Lucena (PTB), não foi localizada para comentar sobre o assunto e não retornou as ligações da reportagem. Segundo a assessoria particular e a chefia de gabinete da vereadora, Alba estava reunida com populares.

O vice-presidente da Casa, Alcides Seribeli (PTB), não quis comentar o assunto alegando estar ausente durante a discussão sobre o projeto. "Eu tinha uma viagem a São Paulo e tive que sair antes da sessão. Não falei com ninguém ainda sobre o assunto", pontua.

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