Rogério Mative e Thiago Ferri
Em 25/07/2011 às 13:04
(Foto: Arquivo)
Depois de 11 dos 13 vereadores prudentinos terem acordado a aprovação do aumento de salários para a próxima legislatura, passando dos atuais 35% referentes aos vencimentos dos deputados estaduais para 50%, a maioria voltou atrás e, agora, afirma não querer a mudança na porcentagem de referência.
A Câmara já havia preparado, inclusive, a Lei Orgânica do Município (LOM) para tal alteração, quando aprovou uma emenda permitindo a referência dos salários em até 50% do que ganha um deputado estadual.
Hoje, com 35% do salário de um parlamentar estadual, os vereadores recebem R$ 4.804,28 por mês, mas, mesmo que não aprovem nenhuma mudança, já terão aumento a partir de 2013. É que os deputados subiram seus salários de R$ 12 mil para R$ 20 mil, então os vencimentos na Câmara Municipal já vão para R$ 7 mil automaticamente. Se aprovarem a mudança de referência para 50%, os subsídios chegarão a R$ 10 mil/mês.
Segundo apuração do Portal, existia um acordo entre os vereadores para a aprovação do aumento salarial antes do recesso de julho. Porém, coincidência ou não, após o manifesto popular – abaixo-assinado com objetivo de colher 20 mil assinaturas contra o aumento – organizado pela professora Maria José da Silva Cunha, os parlamentares recuaram na ideia.
Conforme revela Alcides Seribeli (PTB), os vereadores Douglas Kato (PV) e Cidinho Lourenção (PSB) foram os primeiros a desistir do acordo, o que fez repensar sua postura diante do projeto de aumento. Além deles, a presidente da Casa, Alba Lucena (PTB) e Reginaldo Nunes (PMDB), já tinham se manifestado contrários à majoração.
A reportagem ouviu todos os vereadores sobre o assunto, exceto Oswaldo Bosquet (PSB), que está em viagem pela Europa e não foi localizado via telefone.
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