Maycon Morano
Em 28/06/2010 às 15:21
Ao contrário do que se esperava por ser período de Copa do Mundo, os vendedores ambulantes de camisas e bandeiras brasileiras reclamam do baixo movimento em Presidente Prudente. Enquanto uns culpam a falta de dinheiro da população, aliada às más atuações do time de Dunga, outros apontam a concorrência desleal vinda de trabalhadores de São Paulo.
Há três anos trabalhando no ramo, a paulistana Adriana Francisca diz que as vendas estão péssimas. “Eu tinha uma estimativa maior. Mas não é o que está acontecendo. No último jogo [contra Portugal] eu vendi apenas uma camiseta. Hoje [segunda-feira, 28] foram apenas seis”, diz.
Para melhorar as vendas, ela espera uma melhor atuação da Seleção Canarinho. “Se o time vencer bem, acho que a gente começa a vender mais”, prevê, salientando que o valor mínimo de uma camiseta é de R$ 20,00 e o máximo de R$ 25,00, enquanto as bandeiras estão entre R$ 30,00 a R$ 35,00.
Já o ambulante prudentino Ellesandre da Silva, coloca que as vendas no início do torneio eram boas. “Mas esses vendedores de São Paulo vieram para cá, aí caiu muito nossas vendas. O vizinho aqui, que é de lá, está desesperado. Enquanto eu vendo as minhas camisetas entre R$ 30,00 a R$ 40,00, ele está vendendo a R$ 20,00”, fala.
Porém, em um determinado ponto ele concorda com a paulistana: “Se o Brasil jogar mais bola aí sim a gente vai vender”, ressalta, lembrando que hoje, por causa do jogo, iria trabalhar apenas até as 15h.
Ele ainda afirma que sempre vai até a prefeitura para solicitar a liberação para trabalhar. “As vezes a gente conversa com o prefeito, ou vai até a Sedepp [Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Presidente Prudente] e fala com o Adriano [Calixto, responsável pelo Departamento de Fiscalização] para liberar para a gente. Só não sei porque eles liberam para esse pessoal de fora e não dá preferência para gente que é da cidade e paga imposto”, reclama.
O procedimento, segundo Calixto, é simples para pedir essa autorização. “Na verdade eles apenas avisam aqui para gente que vão trabalhar e deixam sua documentação. Eles não precisam de uma autorização específica, já que são eventos sazonais e que não duram muito tempo.”
Sobre os ambulantes de fora, ele coloca que tem o conhecimento de dois. “Nós não costumamos dar para quem não é daqui. A gente procura sempre dar preferência para quem é de Prudente. Nós só demos para esses dois porque ficariam somente durante os jogos”, explica.
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