Thiago Ferri
Em 01/07/2010 às 13:58
Depois de ter suas expectativas de concorrer à deputada estadual frustradas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que não lhe deu a legenda durante a convenção estadual, a vereadora prudentina Bernardete Querubim evita falar no assunto, mas cogita deixar a sigla.
Ela, que já protocolou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) visando anular o congresso do PSB, confessa estar “triste” com o partido e não nega a possibilidade de deixá-lo. “Primeiro vou esfriar minha cabeça, para depois pensar nisso, mas fiquei muito chateada, muito triste mesmo com o partido e com tudo o que ocorreu, com tudo que eu vi e ouvi”, afirma em entrevista ao Portal.
“Eles [partido] só precisam saber que eu não estou feliz. Ainda não parei para pensar no que vou fazer, mas que não estou contente com o partido, não estou”, completa.
A vereadora ainda diz que fez o possível para concorrer. “Estou em paz com minha consciência, isso que é importante. Eu tentei, mas não me deixaram. Eu fico triste porque a gente acha que vai entrar na política para fazer diferente, ser diferente, aí não deixam. A grande verdade é que não há plena democracia.”
Na ação que corre no TRE, Bernardete afirma que já sabia que não obteria legenda e acusa o deputado estadual e correligionário Ed Thomas de estar “mancomunado” com o presidente da executiva estadual do partido, deputado federal Márcio França, “para brecar sua candidatura”.
Quando ouvido pela reportagem sobre a homologação de sua candidatura, Ed preferiu não comentar o fato de Bernardete não ter conseguido a candidatura. “Como eu estou com mandato, fui [à convenção] apenas buscar minha legenda e consegui. A executiva decidiu. Sobre isso [Bernardete], eu não tenho o que falar.”
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