Paulo Fernandes
Em 14/12/2009 às 14:30
“Mesmo com todas as informações que damos através da mídia, ainda o que mais encontramos são pneus velhos, caixa d’água aberta, latinhas pelo quintal e garrafas pet. Ninguém pode alegar ignorância sobre o assunto. Dessa forma não saímos da hipótese de uma epidemia”, afirma.
O secretário de Saúde de Presidente Prudente, Sérgio Cordeiro, já havia justificado a possibilidade de uma epidemia no verão como fruto do descaso da população em combater os criadouros da dengue.
O arrastão no combate contra a dengue teve início no ultimo dia 30 de novembro. Conforme Vânia, os fiscais da VEM vistoriaram até o momento os três setores da área 3, que apresentou o maior índice breteau - que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento –, com 9,07, acima do tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é entre 1 e 2.
Essa área é composta por 13.402 propriedades, entre terrenos e imóveis, e formada por bairros nobres de Prudente, sendo eles: Jardins das Rosas, João Paulo II e Caiçara, que juntos formam o setor 1; Residencial Central Park, Parque Cerejeiras, Jardim Petrópolis, Campo Belo, Icaraí, Paris, Morumbi, Cinquentenário, Colina, Cerejeiras, São Luiz e Aquinópolis, todos incluídos no setor 2; e Jardim Bela Daria, setor 3.
A previsão é que os outros três setores sejam vistoriados até a próxima sexta-feira (18). “A área 3 é dividida em seis setores. Nossa avaliação foi feita com base nas vistorias de metade dessa área. Se a chuva não atrapalhar, temos como meta terminar os três setores restantes na sexta. Então iremos avaliar novamente os resultados”, explica ela.
Moradores
Em relação aos proprietários e moradores dos imóveis, a coordenadora do VEM informa que as desculpas para a manutenção de possíveis criadouros da dengue sempre são a mesmas. “Alguns dizem que foi a chuva que ocorreu no dia anterior, outros afirmam que vão utilizar o material encontrado [latas, recipientes, garrafas etc] ou que foram deixados ali naquela hora. A dengue precisa ser combatida todos os dias”, ressalta.
Ainda segundo Vânia Maria, até o momento nenhum morador recebeu a multa que a prefeitura decidiu resgatar de um projeto de lei existente há 10 anos. O primeiro passo da vistoria é alertar a possibilidade da punição. “Nós não recebemos os panfletos. Então não estamos multando, até porque estamos alertando sobre esta lei. Em outra visita, o morador que não se adequou com o que foi pedido pelos fiscais será autuado”, diz.
Período de Férias
“Ainda temos mais um problema: o tempo de férias, que é considerado inimigo da Vigilância Epidemiológica. É o período que as casas ficam fechadas. Nós não realizamos a vistoria e nem os moradores, que geralmente saem para viajar. Quando não, permanecem na cidade, mas com visitas em casa. Neste caso, tudo tem prioridade menos a dengue”, pontua Vânia.
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