Da Redação
Em 29/06/2010 às 15:08
O Conselho Comunitário de Segurança de Presidente Venceslau (Conseg) esteve nesta terça-feira (29) reunido com representantes de entidades e lideranças comunitárias e religiosas do município para acertar os preparativos do Fórum Municipal de Combate às Drogas, previsto para acontecer no próximo dia 03 de agosto.
A proposta do evento, de acordo com o presidente do Conseg, Mauro Freitas, é debater sobre o problema da drogadição observado no município, abrindo-se um painel para exposição dos trabalhos desenvolvidos por cada entidade civil, governamental e religiosa local. “Pretendemos criar uma rede que atue e faça a interação dos trabalhos junto a dependentes de drogas licitas e ilícitas para que haja maior eficiência nesta questão”, diz Freitas.
O Conseg pretende envolver toda a sociedade organizada, escolas, clubes de serviço e os poderes executivo, legislativo e judiciário no debate. O Fórum ainda não tem local definido para ser realizado, no entanto, já se sabe que ocorrerá durante todo o dia. No encontro desta manhã, foram nomeados os membros das comissões que estarão engajados na organização e execução, bem como o agendamento com palestrantes ligados à área para participação no evento.
Uma das idéias do fórum é diagnosticar os problemas e gargalos existentes em Venceslau para que então sejam apresentadas propostas de políticas públicas à sociedade, em especial, aos poderes constituídos, para que tomem as providências necessárias.
“Atualmente não há qualquer serviço único que atenda a demanda de drogadição na cidade. A igreja evangélica faz o seu trabalho. A católica, idem. O projeto ‘x’ faz o seu, o projeto ‘y’ atende também e, no fim das contas, não há uma interação, um trabalho que siga procedimentos operacionais padronizados básicos ou algo semelhante e que promova a recuperação do dependente”, afirma o presidente.
Outra proposta que poderá sair do fórum é a instalação de um centro de reabilitação para dependentes na cidade. “Hoje, uma pessoa que procura por um serviço público ou mesmo particular para livrar-se das drogas simplesmente não o encontra em Presidente Venceslau”, explica Freitas. “Necessitamos enviar o indivíduo para outras cidades, em sua maioria longe daqui, longe de seu circulo social e familiar, o que vai na contramão dos procedimentos de reabilitação do dependente”, pontua.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
