Maycon Morano e Thiago Ferri
Em 05/07/2010 às 15:02
“Eu não sou mais candidato”, afirma Vinha em entrevista ao Portal. “Tomei a decisão juntamente com o partido, já que sou coordenador da macrorregião e estarei à frente da campanha, na região, da Dilma Rousseff [à Presidência] do Aloizio Mercadante e da Marta Suplicy para governador e senadora”, coloca o vice-prefeito, que tinha legenda tanto para se candidatar como deputado estadual como para federal.
Um dos motivos alegados é a quantidade de políticos que tentarão a eleição ou a reeleição na região de Prudente. “Na atual conjuntura, preferi não sair e não tem a possibilidade de mudar isso. Foi uma decisão conjunta minha e do partido”, enfatiza Vinha, já que o limite para registrar as candidaturas termina às 19h desta segunda.
Com a negativa de Vinha, o PT tem apenas uma candidata à deputada na região, a vereadora venceslauense Denise Erbella, que concorre a estadual. Questionado se recusou sair a federal para evitar uma “disputa” com o pré-candidato à Câmara dos Deputados Paulo Lima (PMDB) pelo apoio do prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã, PTB), Vinha descarta. “Não tem nada a ver com isso, não tem nenhuma relação”, pontua.
“Vou organizar, também, a campanha da Denise Erbella, de Venceslau. Ela sairá como deputada estadual”, completa Vinha.
Relembre
A ideia de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado foi divulgada por Vinha em dezembro do ano passado, quando ele confirmou ao Portal que o Partido dos Trabalhadores (PT) lhe ofereceu legenda para concorrer a deputado estadual. Assim, em março deste ano, ele pediu exoneração de seu cargo de assessor Especial da Prefeitura para estudar sua possível candidatura.
Em junho, no seminário do PT em Presidente Prudente, ele confirmou que concorreria à função, após o pedido público dos candidatos petistas Aloizio Mercadante e Marta Suplicy, além do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Perfil
Nascido em 25 de fevereiro de 1963, Marcos Vinha (PT) entrou na política em 1996 quando disputou uma cadeira na Câmara Municipal, ficando como suplente de vereador. Já na eleição do ano de 2000, pelo Partido dos Trabalhadores, obteve 1.559 votos sendo o vereador mais votado do partido e foi reeleito em 2004 com 2.482 votos. Na eleição de 2008 foi eleito vice-prefeito de Presidente Prudente.
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