Do Terra
Em 17/05/2010 às 11:22
Depois de receber diversas denúncias sobre o funcionamento do local para práticas ilícitas, a Polícia Civil, através do delegado Luís Otávio Forti e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Presidente Prudente, passou a monitorar o local.
Na boate, havia nove mulheres que atendiam aos clientes para a prática de programas sexuais. Entre elas, a polícia encontrou uma adolescente, mas testemunhas afirmaram que pelo menos três menores atendiam os clientes que procuravam a casa.
A polícia apreendeu ainda vários cartazes que estavam fixados nas paredes com as informações sobre as "normas da casa", cadernetas com anotações e apontamentos sobre o movimento da boate, vales, preservativos e um computador. Descobriu-se que os encontros ocorriam por livre escolha, ou através de sorteios computadorizados.
Em depoimento, algumas mulheres afirmaram à polícia que atendiam aos clientes e que o pagamento pelos programas sexuais era feito diretamente pelo proprietário Olavo. Ele se encarregava de acertar o preço diretamente com os clientes e que depois repassava a elas através de vales, depois convertidos em dinheiro.
Apesar das provas materiais e depoimentos das mulheres, o proprietário negou todas as acusações.
Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a cadeia pública de Presidente Venceslau para posterior remoção ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, onde vai permanecer detido para aguardar a decisão da Justiça. As mulheres foram ouvidas e liberadas em seguida, assim como a menor, após ser sindicada.
O inquérito será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente para a sequência dos trâmites de Polícia Judiciária.
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