Da Redação
Em 05/07/2010 às 13:26
O valor de R$ 1.052.449,75 é o máximo que as empresas podem chegar, já que esta é a quantia disponível pela Prefeitura para a obra, segundo o secretário municipal de Assuntos Viários e Cooperação em Segurança Pública (Semav), Luiz Abel Gomes Brondi.
“Todos os valores apresentados estavam acima do valor-referência que consta no edital, que foi calculado por técnicos da Semav baseado nas tabelas de custos Sinapi [Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil] e Pini, que representa a média nacional de consumos de mão-de-obra. Por isso tivemos que rejeitá-las”, explica o secretário.
A legislação prevê que um novo prazo seja especificado para que estas mesmas empresas revejam e refaçam suas propostas, conforme pontua o secretário. “Se na nova abertura das propostas os valores forem menores do que o estipulado na licitação, daí serão avaliadas separadamente cada proposta e escolhida aquela que solicitar o menor preço e atender as especificações técnicas que constam na licitação. Já se todas as construtoras retornarem com preços superiores ao limite estabelecido, essa licitação será encerrada para abertura de uma nova”, afirma Brondi.
Ele ainda coloca que o valor de mais de R$ 1 milhão será dividido entre o Estado e o Município. “Cerca de R$ 652 mil é recurso proveniente de governo estadual e aproximadamente R$ 400 mil de contrapartida da Prefeitura”, expõe.
Reforma
A obra de reforma da rodoviária é pretendida porque ela nunca passou por obras do gênero desde que foi construída, em 1974, diz Brondi. “Está previsto um novo estacionamento na área que era da Mitra Diocesana, reforma integral da infra-estrutura elétrica e hidráulica, revitalização da praça ao lado do terminal, adequação de espaço no piso térreo, reforma de lanchonetes, troca de pisos e reforma da cobertura”, enumera.
O chefe da Semav frisa, ainda, que a intenção é dar início aos trabalhos no local o quanto antes, porém, enfatiza que para tal a Prefeitura precisa respeitar o trâmite burocrático referente à licitação. “Se for rápido, é possível começá-las ainda este ano. Caso contrário, não, até porque durante as reformas o terminal terá de continuar operando normalmente. Fica inviável iniciá-las em dezembro e janeiro, já que nesse período o fluxo de passageiros aumenta em razão das festas de fim de ano e férias. Então, se o trâmite demorar, é possível que a reforma tenha início apenas no próximo ano”, conclui, salientando que as obras poderão ser concluídas em até seis meses.
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