Da Redação
Em 30/06/2010 às 12:41
Com duração de mais de quatro horas, o encontro dessa terça-feira à noite (29) na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente reuniu cerca de 50 médicos veterinários para discutir o atual cenário da Leishmaniose Visceral Americana (LVA) no município.
Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o encontro tratou, dentre outros assuntos, da notificação compulsória (obrigatória) de cães suspeitos e contaminados pelo Lutzomyia longipalpis – mosquito palha, vetor da doença –, bem como de leis vigentes acerca do tema.
O procedimento drástico da eutanásia, considerado por enquanto a única opção de prevenção da doença em cães já infectados, além da proibição de tratamento para cães portadores da doença, como prevê a Portaria Interministerial nº 1.426, também figuraram entre os principais assuntos incluídos na pauta da reunião.
Os temas foram expostos pelo veterinário e diretor do CCZ, Célio Nereu Soares, pelo diretor do Centro de Parasitologia e Micologia do Instituto Adolpho Lutz de São Paulo, José Eduardo Tolezano, e pela coordenadora do Comitê Estadual de LVA, Luciana Hardt Gomes.
“Objetivamos orientar os profissionais, sejam autônomos ou aqueles que atuam em clínicas veterinárias e laboratórios, sobre as legislações que precisam ser cumpridas, de modo a interá-los sobre a importância do procedimento, haja vista que nossa obrigação, enquanto município, é receber as notificações e tomar as devidas atitudes caso necessário. Mostrar-lhes que se o cão é diagnosticado como portador da doença, o mesmo precisa ser eutanasiado”, disse Soares.
“A resposta por parte dos participantes foi a que esperávamos. Eles realmente entenderam nossas solicitações e se mostraram interessados a fim de trabalhar em conjunto e de forma integrada para evitar que a doença acometa a população”, completa o diretor do CCZ. A reunião terminou por volta da 0h.
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