Carlos Hideki e Thiago Ferri
Em 02/07/2010 às 15:52
Durante esse período da Copa do Mundo na África do Sul, a população toda parou com o objetivo de incentivar a Seleção Brasileira. Com isso, os comerciantes de Presidente Prudente sofreram com uma queda de até 40% nas vendas. Portanto, para eles, a eliminação do Brasil na competição nesta sexta-feira (2) “não foi tão ruim assim”. Segundo o Sindicato Patronal do Comércio da Alta Sorocabana (Sincomercio), alguns segmentos sofreram mesmo no período, mas outros tiveram um aquecimento no movimento.
Em algumas lojas da cidade, as vendas chegaram a cair até quase pela metade devido ao baixo número de clientes e ao fechamento no horário das partidas do Brasil. “Esse ano as vendas caíram 40% durante a Copa. E em todas as edições isso acontece. Para a gente que depende das vendas para sobreviver, esse período é terrível”, afirma Maria Darcy Mariz, proprietária de uma loja de confecções.
O gerente de uma loja de roupas localizada no calçadão, Elisandio Damiani Spilere, fala que as vendas caíram 15% desde que começou o campeonato mundial e os dias em que ocorreram partidas da Seleção Brasileira foram considerados praticamente perdidos. “O sindicato deixou facultativo o fechamento das lojas durante os jogos do Brasil e como o movimento é muito fraco, preferimos fechar”, explica.
De acordo com a proprietária de uma loja também no segmento de vestuários, Marineuza Aparecida Galante, na última partida da Seleção que aconteceu às 15h, praticamente não houve movimento no estabelecimento. “No último jogo, o comércio foi prejudicado, ficou muito parado, desde as 12h não entrou nenhum cliente na loja”, diz.
No ramo de calçados também houve uma queda nas vendas. Para Celso Pinto, proprietário de uma loja do segmento, o horário das partidas também influenciou no número de vendas. “Nos dias que tiveram jogos do Brasil, a minha loja vendeu apenas 30% do normal, principalmente quando os jogos começaram às 15h. Agora esperamos que volte ao normal”, afirma.
Segundo o presidente do Sincomercio, Vitalino Crellis, no período da Copa existiu mesmo uma queda em alguns setores, mas, em contrapartida, outros como o de armarinhos, produtos esportivos e eletroeletrônicos apresentaram aumento nas vendas. “Uma loja de produtos esportivos da cidade, por exemplo, teve um aumento de 60% nas duas primeiras partidas do Brasil”, cita.
Para o presidente do Sindicato dos Comerciários, Valdecir Alves, enquanto o Brasil esteve na Copa, a queda na venda de alguns segmentos e o aquecimento em outros foi uma constante. “A tendência é sempre que as vendas na área esportiva aumentem. Se o Brasil tivesse continuado na competição, seria assim”, diz. Segundo ele, com a Seleção fora da Copa as vendas devem retornar ao ritmo normal.
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