Paulo Fernandes
Em 12/12/2009 às 08:52
Conforme dados do Itesp, em todo o Estado de São Paulo há 172 assentamentos atendidos pela fundação com atividades de assistência técnica e extensão rural as mais de 10,2 mil famílias instaladas. A região do Pontal do Paranapanema concentra a maior parte deles, com um total de 106 assentamentos e 5,7 mil famílias assentadas.
De acordo com Ungaro, o ano de 2009 está sendo encerrado com um balanço positivo. No Pontal, cinco novos assentamentos foram implantados, 20 servidores foram contratados para auxiliar nos serviços e 56 novas viaturas foram disponibilizadas pelo governo estadual.
“Um ano de avanço e desenvolvimento. Nós criamos vários parceiros, entre entidades e prefeitos. Promovemos melhor condição de trabalho e implantamos mais cinco assentamentos na região”, diz ele.
Os assentamentos instalados este ano no Pontal foram o do Porto Maria, em Rosana, beneficiando 41 famílias; o Santo Expedito, em Teodoro Sampaio (29 famílias); São Camilo, em Presidente Venceslau (25 famílias); Santa Teresa, no município de Euclides da Cunha (46 famílias); e agora o Asa Branca, o quinto entregue este ano, beneficiando 21 famílias em Mirante do Paranapanema.
Especialista
Para o sociólogo, pesquisador do departamento de planejamento, urbanismo e ambiente da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em reforma agrária, Luiz Antonio Barone, os números são considerados baixos em relação à demanda de famílias nos movimentos e terras devolutas na região.
“Acredito que este processo não está completo. Analisando a reforma agrária no País, podemos observar que houve uma queda desde a saída do Mario Covas do governo. No mandato de seis anos do governador Geraldo Alckmin, 1.200 famílias foram assentadas. Com base nos números desse ano no Pontal, concluímos que o governador José Serra irá encerrar o seu mandato com aproximadamente 600 famílias assentadas na região. Isto prova que a cada ano a reforma perde força. No meu ver este número é considerável baixo em se tratando da realidade que temos”, pontua.
Segundo Barone, o fato do Pontal ser considerado a região com mais assentados no Estado não condiz com a política socioeconômica que envolve os assentamentos e as famílias neles instaladas. “Somos considerados a maior região de assentamentos, porém a menor em desenvolvimento, apesar de ter muitos trabalhadores rurais e uma fartura na uva, no leite, enfim”, cita.
“O que precisamos é relacionar este número [quantidade de assentamentos] com o desenvolvimento e sustentação dos assentados. Associar programas que articulem e dinamizem as atividades econômicas, realizar um balanço econômico na região dos assentamentos”, opina ele.
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