Paulo Fernandes
Em 12/05/2010 às 18:11
Conforme a assessoria de imprensa do Legislativo, Aparecida Barreto agendou a visita dos membros da CP por meio do telefone, no gabinete da sub-prefeitura de Primavera, para receber a notificação.
No final de abril, a Câmara Municipal interrompeu os trabalhos da CP porque a prefeita não estava sendo encontrada para receber a notificação. O procedimento de certificado foi realizado, coletando as assinaturas das pessoas que informavam a ausência de Aparecida Barreto. Em seguida, foi pedida medida judicial de notificação, concedida para intimá-la via oficial de Justiça.
Em entrevista ao Portal, a prefeita de Rosana afirma que não estava ausente, mas em viagem a trabalho. “Se não fui encontrada, foi por incompetência. Estava trabalhando normalmente”, diz ela, ressaltando que, a seu ver, o processo de cassação “é irregular”.
“Encaminhei o projeto de lei sobre o bônus para ser votado na Câmara. Foi aprovado. No entanto, o projeto é claro e prevê o pagamento somente se a prefeitura tiver recurso financeiro. Não obriga o pagamento. Na época, não tínhamos condições de pagar e ainda não temos”, pontua a prefeita.
O procedimento agora é a apresentação da defesa, em até 10 dias, contados a partir desta quarta-feira (12). De acordo com Aparecida Barreto “tudo” já está encaminhado.
“Vamos cumprir o prazo. Já conversei com minha advogada e estamos articulando minha defesa”, cita ela.
Após a entrega da defesa, a CP fará a análise, podendo acolher ou não os argumentos da prefeita.
Entenda o caso
A denúncia contra a chefe do Executivo de Rosana foi protocolada na Câmara de Rosana em janeiro, pelo presidente do sindicato dos Servidores Municipais, Edvaldo Carneiro. Na época, ele alegou que a prefeita descumpriu uma lei municipal que previa bônus anual aos funcionários públicos efetivos que se enquadrem nos critérios de assiduidade, desempenho, eficiência, zelo e bom comportamento.
Em sessão ordinária de março, os vereadores de Rosana decidiram, por 8 votos a 1, acolher a denúncia, instaurando-se então na Casa uma Comissão Processante (CP) para analisar o pedido de cassação do mandato de Aparecida Barreto.
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