Da Redação
Em 29/06/2010 às 09:51
Resultados de exames divulgados pelo Instituto Adolpho Lutz nessa segunda-feira (28) confirmam a ocorrência de mais dois casos de leishmaniose canina em Presidente Prudente. Agora já são contabilizados sete casos na cidade, sendo quatro importados, isto é, de animais vindos de outros municípios, e dois autóctones, contraídos aqui. Destes, seis cachorros já foram eutanasiados.
Ao todo, foram expedidos 51 resultados de exames referentes à coleta de sangue realizada em animais e 49 deram negativo. De acordo com o médico veterinário e diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Célio Nereu Soares, as duas novas confirmações tratam-se de casos importados diagnosticados em clínicas veterinárias particulares do município.
“Apenas um dos dois animais cujo diagnóstico saiu ontem [segunda-feira] ainda não foi submetido à eutanásia, porque estamos em negociação com o proprietário se o procedimento poderá ser feito por nós mesmos ou por um veterinário de alguma clínica particular. Independente disso, o mais logo possível deve sair um parecer, haja vista que o animal contaminado trata-se de uma fonte de infecção para o mosquito transmissor da doença que, se picá-lo, pode transmitir posteriormente a doença a outros cães ou mesmo a seres humanos”, explica Soares.
De acordo com o diretor do CCZ, os dois novos casos importados foram confirmados em cães que vieram de Araçatuba e Bauru. “Certamente os proprietários se mudaram para Prudente e trouxeram estes animais”, complementa, salientando que os outros três casos importados remanescentes eram um de cada das destas duas cidades e o terceiro de Andradina.
Soares frisa que nessa segunda, ao mesmo tempo em que estes resultados eram divulgados pelo Adolpho Lutz, outras 37 amostras colhidas no sábado passado (26) em bairros da zona norte eram encaminhados para o mesmo instituto de análise. Assim, a expectativa é de que os resultados referentes à remessa saiam em até 15 dias.
Reunião
Ocorre na noite desta terça-feira (29) a reunião com médicos veterinários autônomos e àqueles que atuam em clínicas veterinárias e laboratórios para tratar da notificação compulsória de cães suspeitos e contaminados pelo Lutzomyia longipalpis ao Centro de Controle de Zoonoses. Será às 19h30, no anfiteatro na Secretaria Municipal de Saúde.
O objetivo é reforçar aos profissionais o tema já previsto em lei como forma de interá-los sobre o atual cenário da doença na cidade, bem como integrá-los na luta contra a doença. Além de autoridades municipais, devem participar da reunião a coordenadora do Comitê Estadual de LVA, Luciana Hardt Gomes, o diretor do Centro de Parasitologia e Micologia do Instituto Adolpho Lutz de São Paulo, José Eduardo Tolezano, e o médico sanitarista da Vigilância Epidemiológica Municipal, Carlos Roberto de Macedo.
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