Da Redação
Em 11/05/2010 às 17:58
Apresentar às empresas o mecanismo de arrecadação para o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e como ele pode reverter em favor da preservação, recuperação e conservação dos mananciais; debater a cobrança do uso da água; e alertar as indústrias para os custos de um insumo que deve se tornar cada vez mais caro e escasso. Estes foram os três principais assuntos que nortearam a palestra “Impactos da Cobrança pelo Uso da Água”, realizada na tarde desta terça-feira (11) no auditório da sede da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O evento reuniu autoridades da área ambiental e representantes da indústria. Na ocasião, o município foi representado pelo secretário municipal do Meio Ambiente Fernando Luizari Gomes.
Durante o evento, a representatividade do setor produtivo nos Comitês de Bacia e no Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), os impactos que advirão para as empresas com a cobrança pelo uso da água, além de seu uso racional mediante instrumentos como produção mais limpa e sua reutilização, também foram detalhados.
No debate, autoridades frisaram que as indústrias precisam estar atentas quanto às questões ambientais, de modo a fazerem o uso consciente da água (inclusive em menor quantidade) ou mesmo viabilizarem a reciclagem do insumo como forma de estarem preparadas para quando a cobrança entrar em vigor.
Para o diretor de Meio Ambiente do Ciesp e do departamento organizador do evento, Eduardo San Martin, “o procedimento vai trazer ganhos econômicos, porque em várias regiões do Estado muitas empresas já estão pagando pelo uso da água”.
Na ocasião, foi exposto ainda que o impacto econômico-financeiro é apenas um aspecto da medida, que primeiramente entrará em vigor nas bacias do Paraíba do Sul e do Piracicaba.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o diretor titular da regional da Ciesp, Fernando Carballal, disse acreditar que essa cobrança também chegue à região de Presidente Prudente, que segundo ele, “é uma das mais ricas do Estado em mananciais”.
Ainda de acordo com Carballal, as discussões no Comitê de Bacias estão bem adiantadas na definição do valor cobrado por metro cúbico, “mas que não poderá ultrapassar um teto máximo defendido pela indústria. O reenquadramento dos rios, conforme padrão estabelecido no Plano de Bacias, vai exigir maior rigor na qualidade dos efluentes líquidos das indústrias”.
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