Da Redação
Em 05/07/2010 às 10:51
Um grupo formado por empregados da Sabesp e por funcionários terceirizados realiza um trabalho diário em Presidente Prudente na identificação dos imóveis que possuem ligações de água da chuva na rede de esgoto. Balanço divulgado pela empresa aponta que no primeiro semestre deste ano, os “caça-águas pluviais”, como são conhecidos, percorreram 16 bairros de Presidente Prudente e verificaram que 13% dos 3.559 imóveis vistoriados tinham ligações irregulares.
Estes casos são notificados pela Sabesp e, alguns deles, também pela Vigilância Sanitária do município, que trabalha em parceria com a companhia. Além da vistoria intensa realizada nestes bairros, a empresa de saneamento também inspeciona algumas residências durante o trabalho cotidiano em qualquer bairro da cidade.
A ligação de água da chuva na rede de esgoto é proibida e provoca danos ambientais. “A rede, que foi dimensionada para receber apenas esgoto, não suporta o volume do efluente doméstico misturado à água da chuva, o que provoca retorno de esgoto nas residências e nos poços de visita [instalações que dão acesso às redes de serviço subterrâneas]”, explica o gerente da Sabesp em Prudente, Décio Dias Cesco. “A água da chuva precisa ser lançada direto na rua, de onde vai para as galerias de águas pluviais”, complementa.
Além dos danos ambientais, o lançamento de água da chuva na rede de esgoto prejudica tanto o sistema de coleta do efluente doméstico quanto o sistema de tratamento de esgoto, já que o volume do líquido enviado para a estação de tratamento da cidade torna-se muito maior. Além disso, há também o incômodo causado aos moradores, principalmente das áreas mais baixas dos bairros, que sofrem com o refluxo de esgoto nas residências. “Temos como meta acabar com estes transtornos para a Sabesp, para os moradores e para o meio ambiente”, cita Cesco. (Com assessoria de imprensa)
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