Paulo Fernandes
Em 17/12/2009 às 14:27
O alteamento baratearia em cerca de 50% o fechamento do lixão com a impermeabilização, orçada em R$ 8 mi.
Em São Paulo, na ausência do secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, Tupã conversou com o chefe de Gabinete da Pasta, Ubirajara Guimarães. “O secretário Graziano está em viagem [a Copenhague, na Dinamarca, onde participa de conferência ambiental], mas a proposta foi apresentada. Agora estamos esperando a resposta para resolver este problema”, explica o prefeito.
Segundo Tupã, a exigência da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para fechar o lixão é de que sejam impermeabilizadas as duas áreas no entorno do local, totalizando aproximadamente 60 mil metros quadrados. Para isso a Prefeitura desembolsaria cerca de R$ 8 milhões.
A proposta apresentada por Tupã é a de criar na área central do lixão um alteamento – elevação do solo em etapas, semelhante a uma pirâmide –, com aproximadamente 100 mil metros quadrados. Mesmo sendo maior o espaço, a nova proposta reduz para metade o valor estimado, defende o prefeito.
“Nós não temos como arcar com essa obra [de impermeabilização]. O Estado não pode apenas interditar o local e não dar apoio para a Prefeitura. A área central é maior, porém, se aprovado o alteamento vamos utilizar de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões, metade do que é estimado na primeira proposta. Desse valor esperamos ao menos 50% em contrapartida do Estado. A expectativa é que a resposta venha em 15 dias”, afirma.
Conforme o secretário municipal do Meio Ambiente, Fernando Luizari, a situação atual do lixão está afetando a água e o solo do local. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para a criação do aterro sanitário foi firmado e, segundo ele, a Prefeitura “quer realizar o que é de sua responsabilidade”.
“O Córrego do Gramado está sendo contaminado com a situação do lixão. Agora com a intervenção do chefe do Executivo acredito que esta situação se resolva logo. Se nós não começarmos o aterro sanitário, não podemos encerrar todo o lixão. E para isso já estamos trabalhando em parceira com a Cooperlix para que a coleta seletiva seja realizada com maior eficiência em Prudente”, ressalta.
Aterro sanitário
De acordo com Luizari, a construção de um novo aterro também exige um posicionamento da Cetesb. “Nós entregamos a consulta prévia para a Cetesb em novembro. Quase 30 dias depois ainda não temos nenhuma resposta. Por que tanta demora? Eles já conhecem a área, basta dizer o que precisamos fazer para que a situação seja resolvida. Como se diz no ditado, ‘estou com o meu pelotão a postos esperando apenas soar do apito’ para que o aterro seja criado em Prudente, mas até o momento não temos nenhuma resposta”, comenta Luizari.
Outro convênio
Ainda em sua viagem à Capital, o prefeito Tupã disse que firmou um convênio com o governo de R$ 2 milhões para a construção do Parque da Juventude e da Longevidade, entre a Cohab e o Jardim São Paulo. A obra terá uma contrapartida de R$ 1,5 milhões da Prefeitura. “Será um polo de esporte, cultura e lazer para a juventude. A licitação para obra será aberta logo no início de 2010”, cita.