Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Vigilância começa a notificar imóveis com criadouros na 3ª

Paulo Fernandes

Em 19/12/2009 às 12:21

Com 13 casos de dengue confirmados em Presidente Prudente, a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) inicia na próxima terça-feira (22) o processo de notificação aos imóveis que estão servindo como criadouro do mosquito Aedes aegypti. Os proprietários receberão uma advertência estabelecendo um prazo para a adequação. A multa será aplicada no caso de não cumprimento das providências necessária.

Nessa sexta-feira (18), seis novos casos de dengue foram confirmados no município pela VEM. Segundo a coordenadora da Vigilância, Vânia Maria Alves, os portadores da doença são moradores da zona sul e membros da mesma família. As medidas de segurança já foram tomadas no local. Ainda há suspeita de outras contaminações, que esperam o resultado dos exames.

“São pais e filhos e moradores do mesmo quarteirão. Ainda bem que são todos da mesma região, isso mostra que a proliferação não está espalhada na cidade. Nós já nebulizamos a área e está sob controle”, afirma. “Sobre os suspeitos, não sei informar ao certo o número. O laboratório entrega os exames geralmente nas terças e quintas-feiras. Vamos aguardar para saber as medias que iremos tomar”, diz Vânia. 

Na próxima terça-feira (22) a VEM começa a notificar os donos dos imóveis onde forem encontrados criadouros que facilitam a proliferação do mosquito. A medida é tomada resgatando uma lei municipal de 10 anos que prevê multa de R$ 215,52 para casas e R$ 431,04 para terrenos.

“Primeiro o proprietário vai receber uma advertência. Se o problema for resolvido na hora, ótimo. Caso não seja possível, ele [proprietário] terá um prazo de 10 dias para solucionar o problema. Se dentro deste prazo não for resolvida a questão, então a Vigilância Sanitária irá aplicar a multa”, ressalta Vânia Maria.

Presidente Prudente é um dos 10 municípios brasileiros sob risco de uma epidemia de dengue, conforme anunciado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A Vigilância Epidemiológica iniciou um arrastão no último dia 30 de novembro como medida de urgência, pois o índice de breteau é de até 9,07. No entanto, após 15 dias de arrastão a VEM divulgou um balanço apontando resultado negativo, devido ao “descaso da população”, que não tem eliminado possíveis focos do mosquito.

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