ROGÉRIO MATIVE
Em 28/10/2021 às 11:43
Quem passa pela Avenida Salim Farah Maluf consegue enxergar apenas o alicerce pronto
(Foto: Arquivo/Rogério Mative/Portal)
Após sete meses da rescisão de contrato, a construtora paulistana Spalla Engenharia teve recurso administrativo negado pela Prefeitura de Presidente Prudente. A empresa era responsável pelo Parque Digital, que ficou apenas no alicerce. Considerado 'elefante branco' diante da existência de amplo espaço na Fundação Inova, o empreendimento era orçado em R$ 4,4 milhões.
O termo de decisão assinado pelo prefeito Ed Thomas (PSB) foi publicado recentemente em atos oficiais. Desta forma, houve a manutenção da rescisão contratual.
Com ordem de serviço assinada em fevereiro do ano passado, a obra deveria ter sido finalizada em 11 meses.
Contudo, após constatar a inércia total da construtora, a Prefeitura decidiu rescindir o contrato por "descumprimento de cláusulas contratuais, especificamente a não execução da obra em obediência ao pacto firmado com tal objetivo", além de aplicar multa no valor de R$ 442.398,48.
Na ocasião, a Spalla alegou eventuais falhas técnicas do projeto de engenharia para que paralisasse a obra.
Elefante branco
Uma das promessas da antiga gestão, o Parque Digital foi considerado por especialistas um 'elefante branco' diante do alto custo da obra e do valor que seria empenhado na compra de mobília e de equipamentos.
Um dos pontos discutidos foi sobre a necessidade de um equipamento público deste porte diante da existência da Fundação Inova (antiga escola de curtimento de couro), que possui amplas instalações.
Sinônimo de atrasos
Em Prudente, a Spalla Engenharia é responsável pela execução de outras duas obras: Atende Prudente e Camelódromo (os boxes de alvenaria não são de sua alçada). Em todas, os atrasos são persistentes, com cronogramas alterados por várias vezes.
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