Do Parque Imperial ao Jardim Leonor: a cada 100 casas, 13 tinham presença de larvas do Aedes
Da Redação
Em 29/03/2022 às 20:48
Do Parque Imperial ao Jardim Leonor: a cada 100 casas, 13 tinham presença de larvas do Aedes
(Foto: Arquivo/Secom)
O que pode ser facilmente evitado segue ignorado por parte da população de Presidente Prudente. O acúmulo de lixo e itens que acumulam água nas residências levou ao registro de alto índice de larvas do Aedes aegypti, o que coloca a cidade em risco de surto de dengue.
O alerta foi dado pela Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) ao divulgar, nesta terça-feira (29), o Índice Breteau (IB) e Índice de Infestação Predial(IIP) referentes à infestação pelo mosquito transmissor da doença.
Sinal vermelho
O Índice de Breteau (IB) totalizou 5.8, ou seja, a cada 100 imóveis pesquisados existem 5.8 recipientes contendo larvas do Aedes aegypti.
Já o Índice de Infestação Predial totalizou 4.1, o que significa que a cada 100 imóveis 4,1 destes continham larvas do mosquito. O Ministério da Saúde considera que o IIP superior a 4 é classificado como risco de surto de dengue.
O levantamento foi realizado no mês de fevereiro após a visita em 3.369 casas. No ranking, a área da cidade que apresentou maiores índices foi a 6, com Índice Breteau de 13.79 e Índice Predial de 9.40.
Os bairros que compreendem esta área são: Parque Imperial, Residencial Maré Mansa, Jardim Novo Bongiovani, Parque Residencial Carandá, Residencial Portinari, Residencial São Paulo, Alto da Boa Vista, Jardim Barcelona, Jardim América, Jardim Santa Clara, Jardim Maracanã, Parque São Matheus, Parque São Lucas, Parque São Sebastião, Sítio Sebastião, Jardim Santa Olga, Jardim Vitoria Régia, Jardim Eldorado, Jardim Belo Horizonte, Jardim Cobral, Jardim Panorâmico e Jardim Leonor.
Prevenção
Como medida de prevenção, a VEM iniciou diálogo com diversas instituições como igrejas, escolas e grupos da terceira idade para conscientizar as pessoas sobre a prevenção à dengue.
De acordo com a supervisora da VEM, Elaine Bertacco, diversas ações são articuladas para amenizar os riscos de surto. "Vamos realizar uma roda de conversa em grupos da terceira idade enfatizando o cuidado com vasos de plantas, vamos oficar as escolas também que são os grandes multiplicadores dessas ações para evitar o risco de surto da dengue”, resume.
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