Paulo Fernandes
Em 17/11/2009 às 13:32
A paralisação da Subdelegacia Regional do Trabalho de Presidente Prudente, que pertence ao Mistério do Trabalho e Emprego (MTE), completa uma semana nesta terça-feira (17). A mobilização é nacional e parou o órgão em 85% do País pedindo melhorias para os servidores federais. No Estado de São Paulo e em Prudente a greve começou na última terça-feira (10), paralisando todo o setor administrativo. Apenas o serviço de fiscalização funciona normalmente na cidade.
Os servidores públicos federais do MTE buscam a implantação de um plano de carreira para a categoria, regulamentação da jornada de trabalho, reajuste salarial, contratação dos remanescentes do último concurso e paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas, além de política de treinamento e capacitação permanentes.
Segundo a chefe do setor de relações do trabalho do MTE em Prudente, Silvana Vianna Passarello, uma reunião com representantes dos servidores e membros do setor de recursos humanos foi realizada semana passada em Brasília, com o objetivo de retomar as negociações para corrigir um defasagem que, de acordo ela, é histórica. “Nós estamos esperando o retorno dos superiores do MTE. Em Brasília eles se comprometeram em marcar uma reunião com o ministro do trabalho Carlos Lupi para retomar as negociações”, explica.
“As negociações são históricas. Estamos tentando negociar desde o governo do Fernando Henrique Cardoso. O governo Lula assumiu e também nada foi resolvido.”, afirma Silvana.
Em Prudente, estão paralisados todos os serviços de protocolo, emissão de Carteira do Trabalho e entrada no seguro-desemprego. Somente os serviços de fiscalização estão funcionando normalmente.
No País, mais de 85% dos estados aderiram à greve. Somente Rio Grande do Norte, Pará e Mato Grosso do Sul ainda continuam com o funcionamento normal dos setores.
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