Rubens Shirassu Jr.*
Em 18/11/2009 às 13:10
No domingo, a Ellen fez uma comida simples e prática. A gente nunca esquece uma comida simples, com sabor e bem feita. Estou falando da conhecida “farofa com ovos, queijo e bacon!” Como quiser, mais quente ou fria na pimenta. Percebi que a refeição muda a cada ano, geração, talvez, de um mês para outro. Com o passar do tempo, foram surgindo muitas receitas com novos ingredientes. Em algum lugar deve ter a farofa doce para comer. E, vocês devem ter visto há algum tempo, a farofa de pacote no supermercado. É boa, mas falta o “Q” do modo natural. Mas, eu não admito que uma das poucas comidas nacionais fosse servida com pêssegos, ou com uvas passas.
Se você quer me irritar, traduza nossa cultura para a língua estrangeira. Não sou do tipo nacionalista, mas durante 20 anos comi farofa com carne seca e pimenta malagueta, aquela bem ardida! Junto, a cachaça com limão e sem açúcar. É uma atitude política. Do tipo preferir o pão com a “mortandela” do que o sanduíche americano com gosto de isopor. Nem quero ser boçal de dizer que não tenham suas coisas saborosas. Chega de formais etiquetas, quer seja brega, chique, pura baianice, ou, até, falta de educação mesmo. Vamos encarar a vida com simplicidade e descontração comendo uma farofa com alguns bons amigos. Mas, é o nosso jeito verdadeiro de ser.
Os americanos continuam copiando toda a nossa cultura, está se vendo, por aqui, uns e outros continuam não sabendo de nada. Prestígio, porém, há que o defender sempre, ou se esvai. Ora, que aqui é a “casa da mãe Joana” todo mundo sabe, porém, “vamo jogá farofa no ventilador deles”, precisamos defendê-la. Como disse o Miguel Falabella que a “gente precisa deixar de ser “macaquinho”, querendo imitar o jeito de falar e agir dos gringos, principalmente, esquecendo de estudar a língua portuguesa e, mostrar a cara real do Brasil!”
* O autor é designer gráfico e escritor
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