Carlos Hideki
Em 09/11/2010 às 18:03
Os gastos fixos, que englobam despesas com aluguel, água, luz, telefone e deslocamento dos processos do poder público, tiveram redução de 30% com a reestruturação da gestão da administração municipal de Presidente Prudente, segundo divulgou a Prefeitura nesta terça-feira (9). Conforme o Executivo, os gastos nesse sentido chegavam a R$ 15 milhões por ano, o que leva a uma economia de cerca de R$ 4,5 milhões.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Laércio Alcântara, a economia se deu devido a mudanças que aconteceram em algumas pastas. “Houve uma reorganização de custos e uma estruturação para colocar próximo todos os setores de cada secretaria, se não no mesmo lugar”, fala.
Como exemplo, ele cita a Secretaria de Saúde. “Hoje, todos os departamentos estão em um único prédio, na hora que concentrou tudo houve uma economia nos custos de água, aluguel e outras despesas”, explica.
Outra medida que levou à economia apresentada por Alcântara é o serviço de malote municipal. “Antes, diversos carros das secretarias se deslocavam até a Prefeitura para despacho de documentos. Hoje não, apenas um faz o serviço. Significa que reduzimos gastos com combustível e motorista”, comenta.
O secretário fala que o dinheiro economizado pode ser investido em outras áreas. “Com isso, a prefeitura pode atender outras prioridades, como a compra de mais remédios e gastar mais na assistência social e na educação”, afirma.
Ele diz que cada secretaria é responsável por monitorar e fiscalizar os seus gastos. “Todas passaram a executar um trabalho de fiscalização no sentido de reduzir seus custos”, cita.
Para essa fiscalização, o secretário municipal da Administração, Alberico Bezerra de Lima, diz que em cada pasta há um controlador orçamentário. “Ele faz um acompanhamento de todas as despesas de cada secretaria”, comenta.
Na Secretaria de Administração são criadas planilhas para o monitoramento. “Fazemos um acompanhamento direto de todas as contas e montamos gráficos. A partir disso, são realizadas comparações com os meses anteriores”, afirma Lima.
De acordo com ele, essa é uma maneira de controlar os gastos públicos. “Com isso, é possível comparar as contas mês a mês. Quando um gasto aumenta em um setor, ele é questionado sobre o motivo. Isso leva à conscientização e a busca de alternativas para economizar”, explana o secretário.
Lima comenta que o gasto da pasta de Educação com energia elétrica é dos maiores, em torno de R$ 60 mil por mês, fora os R$ 25 mil de telefone e R$ 90 mil com água. “As despesas dessa secretaria corresponde a quase metade do que é pago pela prefeitura”, conta.
“No final do mês, as secretarias me enviam os gastos e no começo do mês já faço o comparativo com o mês anterior. Só de exercer o controle, o consumo irresponsável é coibido”, afirma Lima.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
