Paulo Fernandes
Em 28/11/2009 às 08:57
Segundo Dias, o objetivo é assegurar que as instituições realizem medidas necessárias para evitar transtornos. “Estamos orientando os diretores, professores e funcionários para que informem aos alunos os programas destinados para substituir o trote violento. Além de informá-los sobre a legislação em vigor que pune os que praticam esta ação”, explica.
As instituições de ensino terão um prazo de até 20 dias após o recebimento do ofício para informar à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão quais são as medidas adotadas já para o início do ano letivo em 2010.
Conforme o procurador, mesmo fora da área das faculdades, as instituições continuam sendo responsáveis pelas ações dos alunos matriculados, devido ao vínculo dos infratores com a entidade. “Se estes infratores estão matriculados na faculdade, entende-se que ela é responsável e deve atuar sobre isso”, informa.
“Ainda aconselhamos aos calouros, veteranos ou até mesmo os pais dos alunos que caso presenciem o ato, denuncie na faculdade, na polícia e até no Ministério Público”, declara.
Instituições
Nas Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo, segundo a assessoria da instituição, nunca houve a prática do trote violento ou constrangimento. “Recebemos o ofício e a resposta sobre as medidas preventivas da Toledo já foi devidamente encaminhada ao órgão competente. A postura ética é assimilada pelos veteranos que recebem anualmente os novos colegas em uma ação conjunta de recepção solidária ao calouro com doação de sangue e cadastro de medula óssea”, explica a diretora acadêmica da Toledo, Zely Fernanda de Toledo Pennacchi Machado.
De acordo com a assessoria de imprensa da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), a instituição também já recebeu o ofício e já desenvolve há alguns anos o “trote do bem”, que incentiva a prática de atividades solidárias, integração entre calouros e veteranos com campanhas de arrecadação de alimentos e doação de sangue, proibindo qualquer tipo de ação violenta.
Em nota da assessoria, a Faculdade de Presidente Prudente (Uniesp) informou que o ofício do MPF foi encaminhado para a matriz, em São Paulo, mas a unidade da cidade já realiza as medidas por meio de arrecadação de alimentos no ato da matrícula, além de doação de sangue e medula em parceria com o Hospital Regional de Prudente.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
