Paulo Fernandes e Thiago Ferri
Em 19/11/2009 às 18:33
Segundo o proprietário do O Boêmio, João Bertoluzzi, os condutores não respeitam os pedidos para abaixar o som e só diminuem quando a polícia aparece no local. “Nós vamos até os condutores e pedimos para abaixarem o som, mas eles não fazem. Então chamamos a polícia, quando eles veem a viatura chegando, aí sim diminuem, mas logo aumentam de novo”, comenta.
“Na maioria das vezes nem são clientes, trazem sua cerveja e bebidas, e tenho que ser responsável por eles?” questionou Bertoluzzi.
Para Fábio Sato, dono do Sr. Boteco, o som de automóveis é um dos principais problemas, pois a vizinhança acaba atribuindo o barulho ao estabelecimento. “É um tipo de situação que, em Prudente, não tem qualquer fiscalização, a gente não vê multa ou punição para quem fica com o som do carro extremamente alto nas ruas”, cita.
“Na cidade é muito comum as pessoas carregarem seus isopores com bebida, pararem o carro na rua com som alto e ficarem por ali. Quando é próximo ao bar, a gente vai pedir para abaixar e eles dizem que estão em local público, daí ligamos para a polícia e eles dizem que temos de ir à delegacia registrar boletim de ocorrência. Não tem como deixarmos o estabelecimento e ir fazer BO. E é aí que as pessoas acabam achando que o barulho todo é do bar e cria-se essa confusão”, completa Sato.
O promotor de Justiça e Cidadania Marcos Akira afirma que neste caso o proprietário deve ter cuidado ao tratar com os condutores. “A responsabilidade de informar é do proprietário do estabelecimento próximo. Neste caso, é necessário um trabalho conjunto com a Polícia Militar para a fiscalização e conscientização da população”, explica.
Para o comandante do 18ª batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Geraldo Fernandes Néspoli Berardinelli, o policiamento para esse tipo de situação é considerado suficiente. “Nós temos naquela região [do O Boêmio] um polo grande de bares. A Polícia Militar trabalha com um número suficiente de viaturas para garantir a segurança. Neste caso, concordo com o promotor: é necessário um trabalho de conscientização,” cita.
Nesta quinta-feira, Berardinelli informou que até 31 de outubro deste ano foram registradas pela PM 5.562 chamadas por perturbação do sossego em Prudente.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Prudente, Carlos Dias, uma alternativa será estudada para organizar a situação. “Eu não conhecia a vida noturna de Prudente. Um dia desses sai com meu filho e percebi que realmente temos um grande problema. Na vida temos limites, assim como os bares tiveram o limite dos cigarros, agora terão do volume do som. Nossa intenção é organizar esta situação e vamos estudar a melhor maneira de resolvê-la”, ressalta.
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