Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Reunião sela acordo para escola técnica a assentados

Da Redação

Em 09/11/2010 às 16:58

O gabinete da diretoria do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) em Presidente Prudente sediou mais uma reunião tendo como objetivo a implantação de uma escola técnica em área de assentamento no município de Mirante do Paranapanema, em parceria com a empresa ETH Bioenergia.

Após a reunião anterior, em 16 de agosto, que deu início aos trabalhos, foram convidados desta vez representantes do Centro Paula Souza, que também irão fazer parte do projeto.

A proposta para Mirante é semelhante a que já está em operação na Bahia, Estado sede da ETH, empresa que atua na produção, comercialização e logística de etanol, energia elétrica e açúcar. Trata-se do “Projeto Casa Familiar Rural”, uma escola nos moldes de um colégio agrícola, destinada a filhos de assentados, em região de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que funciona em sistema de alternância: o aluno passa uma temporada na escola e outra no lote, colocando em prática aquilo que aprendeu.

Em ambas as etapas, estará acompanhado pelos professores, que fornecerão embasamento teórico. O objetivo é dar subsídios para que os produtores se tornem empreendedores.

A Fundação Itesp acolheu muito bem a ideia, segundo seu diretor executivo, Marco Pilla, que aguarda agora que a proposta seja formalizada para ser apresentada à Procuradoria Geral do Estado e ao Conselho Curador da Fundação Itesp para análise.

Segundo a professora Laura Laganá, o projeto pode contar com o apoio total do Centro Paula Souza. “A implantação da escola será de grande importância nessa região, que conta com grande número de assentamentos”, afirmou.

O próximo passo agora é a assinatura de um termo de cooperação, bem como o agendamento de uma visita dos representantes do Paula Souza à Mirante.

Para a assentada do município Maria Nazaré da Silva Montemor, a proposta é importante porque irá atingir diretamente os filhos de trabalhadores. “Estamos vivendo um novo momento, uma nova realidade, na qual o jovem precisa buscar informações para permanecer no campo e impulsionar a produção de sua família. Agora é a vez dos jovens”, ressaltou ela, cuja filha se formou no curso técnico em Agropecuária oferecido pelo Centro Paula Souza.  

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