Rogério Mative
Em 29/08/2019 às 09:14
Desde que foi construído, local sofreu três intervenções para reparos e obras
(Foto: Arquivo/Secom)
Eles estão presentes em quatro pontos da cidade. Todos conseguem vê-los, mas muitos não entendem para que servem. Instalados em Presidente Prudente com a promessa de promover a integração do transporte público, três equipamentos públicos seguem utilizados como "pontos gigantes", porém, sem fluxo de ônibus ou de passageiros.
Em um dos casos, o local sofreu três intervenções e será novamente reaberto, agora, na segunda-feira (2). De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), o terminal da zona norte, localizado na Avenida César de Campos, Brasil Novo, passou por "algumas correções" estruturais.
"Como asfalto que afundou, mas foi logo corrigido pela empresa executora da obra. A reabertura também é feita após a Energisa concluir a remoção dos postes de alta tensão que estavam atrapalhando os ônibus a usarem o corredor de ônibus que liga ao terminal da zona norte", alega o secretário municipal Adauto Lúcio Cardoso.
Desta forma, ele solicitou que a empresa Prudente Urbano retome a operacionalização no terminal. "A intenção é informar aos usuários do serviço para que comecem utilizar o terminal", pontua.
O terminal da zona norte começou a receber tráfego de ônibus em fevereiro. Mas, apesar de reparos feitos um mês antes, o asfalto apresentou problemas e o local foi interditado. Após ser reaberto, foi fechado novamente para obras.
Terminal 'manco'
Integração. É a palavra que resume a missão de um terminal urbano. No caso do equipamento da zona norte, chama a atenção sua utilização parcial pelas linhas atendidas. Por lá, passam apenas ônibus com destino centro/bairro.
Para quem depende realizar o trajeto contrário precisa aguardar do outro lado da avenida, em um ponto de ônibus comum. O terminal foi projetado para abrigar 10 itinerários.
Pontos gigantes e vazios
Após seguirem abandonados por anos, os terminais da zona sul e da zona oeste servem apenas quatro linhas.
A rotina durante quase todo dia é de espaços vazios. O custo dos dois equipamentos foi de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
E a integração?
Presente no edital de licitação e nos planos de Mobilidade Urbana e de Reestruturação do Transporte Público, a integração entre os quatro terminais não ocorreu até o momento.
Desde a homologação do contrato com a Prudente Urbano, em outubro de 2017, a Prefeitura não sinalizou quando implantará o sistema, o que beneficiaria usuários que realizam dois trajetos para o trabalho.
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