Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Interditado para banhistas, Balneário da Amizade terá 'amplo' monitoramento

Medida visa recuperação da balneabilidade e levantar fontes de poluição

Da Redação

Em 23/02/2022 às 12:27

Coleta de amostra da água será feita constantemente para análise microbiológica

(Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste)

Desde o final do ano passado, mais uma vez em curto espaço de tempo, a utilização da represa do Balneário da Amizade, na divisa de Presidente Prudente e Álvares Machado, está interditada para banhistas após o flagrante de pontos de contaminação constatado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Agora, o local passa a receber monitoramento constante visando encontrar lançamento de esgoto clandestino e, por fim, apontar caminhos para a retomada das práticas de lazer pela população.

Inicialmente, serão prestados serviços através de monitoramento constante, mediante análise microbiológica da água por meio de parceria celebrada entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semea) e Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

O serviço inicial foi confiado ao coordenador da Divisão de Saneamento Básico da universidade, professor André Turin Santana, que esteve no balneário para fazer a primeira coleta na tarde dessa terça-feira (22).

Nos mesmos três pontos das análises realizadas pela Cetesb, foram feitas coletas pelo responsável pelas análises laboratoriais, Rhalny Carvalho. Seguindo a normativa do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), as coletas serão feitas durante quatro semanas. 

Investigação inicial

Neste primeiro instante o que se procura saber é se existe uma variação das condições da água para balneabilidade, termo que se refere à condição de água da represa permitir o banho e atividades esportivas. 

Outra informação a ser averiguada cientificamente é de que ocorre o aumento de microorganismos (coliformes) quando chove; o que pode ser causado pelo lançamento de rede de esgoto doméstico em tubulações de águas pluviais.

Em curto e médio prazo serão desenvolvidos projetos de ensino, pesquisa e extensão para detectar possíveis fontes de poluição, desde a nascente do córrego do Limoeiro até a represa cuja água que serve para o lazer e é utilizada pela Sabesp em momentos emergenciais de crise no abastecimento.

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