ROGÉRIO MATIVE
Em 04/01/2022 às 11:34
O que já havia ocorrido nos meses de fevereiro, abril, setembro e novembro, a secura também esteve presente em dezembro
(Foto: Sérgio Borges/NoFoco)
Sol e tempo seco. A combinação foi perfeita para provocar a queda no volume de chuvas em Presidente Prudente e, desta forma, promover um dos períodos mais secos da década. Com apenas 823,4 milímetros, o ano passado ultrapassou a marca de 2019.
Segundo dados do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, foram 99 dias com ocorrências de chuvas. Mas, não foram suficientes para tirar a classificação de um ano 'extremamente seco'.
Em 2019, quando já foi registrado período de longa estiagem, foram somados 943,2 milímetros (mm). Já o ano de 2020 contou com 1.388 milímetros.
Dezembro atípico
O que já havia ocorrido nos meses de fevereiro, abril, setembro e novembro, a secura também esteve presente em dezembro. No último mês de 2021, tradicionalmente marcado por abrir a temporada de chuvas, foram míseros 46.4 mm de precipitação em 10 dias.
Em relação à temperatura, o título de 'mês mais quente' permaneceu com setembro, que registrou a máxima de 40.9ºC. Na sequência, dezembro (38.7ºC) e agosto (38.1ºC).
Curiosamente, além de ser o terceiro mês com maior calor, agosto também teve a terceira menor temperatura do ano: 10.9ºC. Em primeiro, junho com 2.3ºC; julho aparece em seguida, com 2.8ºC.
Os meses mais chuvosos foram janeiro, com 201.8 mm em 20 dias, e outubro, com 180.4 mm em 15 dias.
2022 começou, e....
Apesar da previsão de fortes chuvas desde o início do ano, os radares do IPMet/Unesp estão detectando apenas chuvas isoladas no Estado de São Paulo.
O tempo segue com céu parcialmente nublado e com previsão de pancadas de chuva isoladas, algumas acompanhadas por trovoadas e descargas elétricas, principalmente durante o período da tarde/noite.
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