Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Prudente Urbano deve R$ 2 milhões em impostos atrasados

ROGÉRIO MATIVE

Em 01/09/2021 às 10:35

Desde o fim de julho, a empresa está sob intervenção da Prefeitura de Presidente Prudente

(Foto: Rogério Mative/Portal)

A cada dia, a situação financeira da concessionária Prudente Urbano ganha contornos sombrios. Além de dívidas com bancos e funcionários, a empresa acumula um passivo de R$ 2 milhões em impostos atrasados. É o que revela a Secretaria Municipal de Finanças em resposta a ofício protocolado pelo vereador Mauro Neves (Podemos).

No ano passado, o ex-prefeito Nelson Bugalho (PSDB) suspendeu o recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS) como forma de ajudar a empresa durante a pandemia. Contudo, todo o valor deveria ser pago até 31 de dezembro de 2020.

Mas, a Prudente Urbano decidiu não realizar o pagamento dos tributos e, agora, a dívida chega a R$ 2.000.511,66. "Informo ainda que os impostos devidos em momento algum sofreu dispensa, apenas postergação do pagamento em virtude do exposto", pontua a secretária municipal de Finanças, Célia Marisa Molinari.

De acordo com ela, a Prefeitura ajuizará ações de execução fiscal para receber o passivo. "Se os mesmos não forem quitados administrativamente, o município, dentro do prazo legal, irá ajuizar ações de execução fiscal", alerta.

Dívidas que não param

Além do ISS não pago, a Prudente Urbano ainda acumula dívidas com funcionários em relação a férias vencidas e outros benefícios, financiamento de veículos - alguns foram tomados pelos bancos - e, também, atraso no pagamento da outorga obrigatória para a prestação do serviço na cidade, que atinge R$ 640 mil.

Recentemente, o atraso na outorga também foi alvo de questionamentos do vereador Mauro Neves.

Sob intervenção

Desde o fim de julho, a empresa está sob intervenção da Prefeitura de Presidente Prudente. Segundo o Executivo, toda a dívida contraída antes da intervenção é de responsabilidade da Prudente Urbano.

Em um mês de gerenciamento municipal, a concessionária faturou R$ 1 milhão com venda de passagens. Na conta geral, a empresa terá que devolver ainda R$ 500 mil repassados pelo Poder Público para a quitação de salários de funcionários que estavam em atraso.

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